"Acho a primavera a sua cara. Acho que porque você nasceu nessa estação e porque tem a alegria e a doçura da primavera. Lembra que tinha um beija-flor que de vez em quando aparecia na janela do seu quarto?"
Socorro Araújo (a mãe mais linda do mundo)
April 29, 2004

Interrompemos... 
a atual programação novelística para dar uma importante notícia:

TiaCris* chegooooooou, êâêâô!

Além da felicidade pelo seu retorno - finalmente alguém para fofocar, passear, puxar minhas orelhas, dar risada - ela traz sempre na mala um monte de presentes da mamãe. Bem, dessa vez nada de comida (que pena), mas tinha: um dicionário de português (finalmente!), uma sunga para maridinho estampadérrima, uma sunga para Pitchuco e um CD do grupo do meu irmão (ainda não ouvi, fiquei chocada quando vi). E a causa da falta de comidinhas brasileiras foram as coisas da primeira comunhão de Pitchuca (que vai ser em junho): as lembrancinhas (lindamente preparadas pela minha tia Nélia), o sapatinho da boneca (foi presente seu ou de minha vó, mami?) e o vestido (presente de TiaCris). Ah, presentinho de TiaCris para as crianças: revistinhas da Turma da Mônica.
E a felicidade em receber todas essas coisas preparadas com tanto carinho, não tem preço.

TiaCris é o modo carinhoso como Pitchucos chamam minha amiga Cristina. Sim, ela, a minha ex-vizinha de casa no Brasil, aquela que me fez conhecer maridinho e que hoje é praticamente minha vizinha (poucos quilômetros nos separam). Sim, sim, aquela mesma que me abandona todos os invernos para passar 6 meses em terras tupiniquins.

islashado por Julie # 4/29/2004 07:55:00 PM
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April 28, 2004

Como vim parar aqui... - Parte II 
Antes de ler aqui, leia o post abaixo, com a Parte I.

Mil convites para sair (e eu inocente achando que era porque ele me achou simpática), gentilmente recusados porque minha vida era universidade-camila-trabalhos eventuais. Mas ele não se rendeu. Chamem isso coincidência, mas eu tinha um CD de Zizi Possi cantando músicas napolitanas que ouvia todas as noites há algum tempo. Esse foi o gancho. Como esquecer os fins de tarde quando estava deitada no sofá lendo um livro e ouvindo "Vurria" e Lello vinha bater papo. Com seu português engraçadinho, me fazia muita companhia. E foi assim por uma semana inteira, como se ele batesse ponto porque vinha sempre no mesmo horário. Até o dia que não veio. Só naquele dia percebi que me interessava. Arrumadíssimo e perfumado, acabou vindo, antes de sair para a farra, só para se desculpar e dizer tchau. Um beijo na mão e a menina aqui estava conquistada. Passei o resto da noite cheirando minha mão. Até hoje enlouqueço quando sinto o perfume.

Praia de Salvador 1999Começamos a namorar, pouco depois. E no fim de setembro chegou o dia dele voltar para a Itália. Nos despedimos no aeroporto, sem muitas aspectativas para o futuro. Confesso que tinha certeza que era algo que tinha tido um começo e um fim. Trocamos telefone, mas nada de promessas. Pouco depois ele comprou um computador e aprendeu a usar email, por mim. Foi a gota d'água. Nos correspondemos (sim, ele nunca aprendeu a usar icq ou chat) por três meses. Eu tenho uma teoria: relação virtual tem algo de mágico e - por que não? - irreal. É tudo perfeito, lindo, romântico. Até para discutir as palavras são escolhidas com cura. E é uma forma interessante de conhecer a pessoa. Enfim... Ele decidiu voltar para o Brasil em dezembro para passar três meses comigo. Depois disso, eu decidi vir com ele. Foi uma decisão difícil. Abandonar a universidade, deixar meu trabalho como revisora free-lancer, que estava ficando cada dia mais reconhecido e sério, a família (que nem era muito contente pela minha decisão). Começar do zero, numa realidade e cultura que não me pertencem, aprender uma nova língua, depender de alguém. Isso tudo com uma filha de 4 anos. Mas eu vim e não me arrependo. Se tivesse pensado demais, indecisa e acomodada como sou, teria preferido o conforto, as certezas e a tranquilidade do meu lar. O que mais pesou em tudo isso foi a certeza que se não desse certo aqui, Lello era disposto a tentar viver comigo no Brasil. E assim foi... Dia 11 de março do ano 2000 eu estava chegando na Itália.
Com sangue frio, hoje digo que talvez teria refletido um pouco mais. Talvez tivesse concluído a universidade, por exemplo. Hoje meu diploma de 2o grau aqui não é válido, teria que frequentar mais dois anos para validá-lo. Mas isso é papo para um outro post.
No próximo post, a nova novela: "Quando eu cheguei aqui...".

islashado por Julie # 4/28/2004 01:12:00 PM
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April 27, 2004

Como vim parar aqui... (Parte I) 
Se preparem porque vai ser a puntate (capítulos). A riqueza de detalhes é muito mais para mim, para reler um dia e lembrar.

Era o ano de 1995 quando um (na época) jovem rapaz foi visitar pela primeira vez terras brasileiras. Vítima de uma doença comum ao seu grupo de amigos, o jovem não pôde resistir e acabou indo visitar Salvador e o Rio de Janeiro. E foi naquela viagem que o que já era uma paixão virou necessidade. Segundo ele, o Rio é a cidade mais linda do mundo, mas Salvador e sua gente ficaram no seu coração tanto que, desde então, não se passou um só verão sem que ele fosse visitá-la. Ele conhece esta cidade como se fosse a sua (e, em verdade, ele diz que está em casa quando vai lá).
No ano de 1999, conheceu Cristina, namorada de um amigo, que esteve de férias em Castellammare, cidade onde ele vive. Cristina ofereceu hospitalidade e ele aceitou na hora. Em agosto do mesmo ano era já na casa dela, curtindo o clima ameno desse período do ano, junto a um querido amigo.

E aqui entro eu. Cristina era minha vizinha, nos conhecemos há mais de 10 anos. Mas eu e o jovem rapaz (já não tão jovem) não nos conhecemos a três passos de casa, como seria natural. Nos encontramos do outro lado da cidade.

Aquele era um dia como outro qualquer. Só que nesse dia tinha ido passear no shopping após a universidade. Na volta, subindo uma passarela, vi dois "jovens ingleses" branquelos e avermelhados descendo. Um com a camiseta com a bandeira inglesa, o outro com a escrita "London". Só podiam ser ingleses! Passando por eles, um deles disse "oi, disculpe..." mas eu continuei andando, tímida e tabaroa como sou. Uma fração de segundos e eu me virei, achando que poderia treinar meu inglês ajudando os dois "ingleses". "Você é a vizinha de Cristina". "Sim. E vocês são os italianos que estão na casa dela?". O amigo dele tinha me visto aquela mesma manhã e notou que eu tinha a bolsa da agência onde Cristina trabalhava (além de ter notado a minha inigualável beleza, hahaha). E foi assim que tudo começou. Eles estavam perdidos procurando o ônibus (por sinal, tinham acabado de passar pelo ponto e estavam andando na direção oposta e todas as outras vezes tinham voltado para casa de taxi, era uma brincadeira pegar o ônibus), eu achei que treinaria meu inglês. Por sinal, no ponto de ônibus, este que hoje é meu marido ficou cantando uma outra menina. o_o

islashado por Julie # 4/27/2004 06:04:00 PM
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April 26, 2004

Italianos no Iraq 
Fico sempre em dúvida se tratar certos temas aqui ou não. Mas acabo de ouvir uma notícia e fiquei pensando a uma coisa.
Como vocês devem saber, três italianos foram sequestrados por um grupo no Iraq (eram quatro mas um deles foi assassinado). Hoje esse grupo declarou que se daqui a cinco dias a população italiana não fizer manifestações, por todo o país, contra a política do governo, contra a presença militar italiana no Iraq, os reféns serão assassinados. Na televisão se falava de não ceder a chantagens.
E eu fiquei pensando... Se fosse meu marido, meu irmão, meu filho, lá nas mãos dos sequestradores, acho que a primeira coisa que me viria em mente era fazer um apelo. Imploraria a todos os italianos de manifestarem contra a guerra, contra o governo, contra quem quer que fosse... Não consigo imaginar a mãe de um desses prisioneiros falando na TV que não devemos ceder a chantagens... Simplesmente não vejo...

E o tal post "importante" fica para amanhã porque agora fiquei sem vontade.

islashado por Julie # 4/26/2004 06:01:00 PM
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News 
Dani, a Mosca na sopa mudou de endereço e de nome. Agora é Le quattro stagioni.
Blog novo no pedaço (e por pedaço leia "meus links"): Nós no Chile. Gostei tanto porque ela vive coisas parecidas com as que eu vivo.

Já estão aí do lado há um tempinho, mas não custa nada recomendar: Síndrome de Estocolmo, da Denise, que está na Suécia, e Juju from USA, precisa dizer de quem e onde? Vale a pena visitar.

E, aguardem, mais tarde vai ter post de uma certa importância por aqui. Volte mais tarde.

islashado por Julie # 4/26/2004 01:38:00 PM
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April 23, 2004

Prepare o seu coração... 
TotòComo prometido, eis o novo componente da família: Totò. Ainda estamos em fase de adaptação mas está indo tudo muito bem. Ele é delicioso, brincalhão, inteligente, lindo, lindo. Passear com ele na Villa é uma dura missão porque todo mundo faz mil elogios, quer acariciar, perguntar se "é aquele cachorro do comercial do papel higiênico, né?". Tirei várias fotos dele no dia que achei que maridinho fosse devolver ele para o dono mas ainda não revelei o filme (claro, desde quando eu revelo um filme em menos de 3 meses?). Assim, fomos todos lá no trabalho visitar Rita (para quem fala italiano, vale a pena passar no blog dela e ler o glossário com todos os termos que usamos lá no trabalho), que estava louca para conhecer Totò, e aproveitamos para tirar algumas fotos com a "maravilhosa" webcam de lá. Chega de lero-lero... Totò, gente. Gente, Totò.


Totò, Julie e Cami Olha o passarinho... Totò e o mouse Rita comendo Totò Meninos com Rita e Totò

Olhando o computador Totò e Julie Julie, Cami, Giu, Totò e Rita Rita comendo Giu Dando tchauzinho
Clique nas fotos para ampliar.


islashado por Julie # 4/23/2004 01:43:00 PM
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April 21, 2004

É primavera!!!!! 
Demorou mas chegou!!! E eu espero, sinceramente, que para ficar. Se der ouvidos à previsão do tempo, vai fazer calor a semana inteira! Yes!! Até porque eu já "encaixei" metade das roupas invernais, ia começar a ficar difícil. Agora continuaremos sem saber o que vestir (sim, meus senhores, é complicado saber o que usar na primavera) mas pelo menos o solzinho e o calorzinho alimentam a alma. E, sabem, chegar na varanda e ver o mar azul iluminado pelo sol, muitas pessoas passeando pela Villa Comunale, todo mundo mais sorridente, é um enorme prazer.
E finalmente eis o meu template primaveril. Mais uma obra de arte do meu amigo AgoZ (sei obbligato a commentare). Ficou lindo, hein? Me lembra tantas coisas, é uma volta ao condomínio onde morava lá em Salvador. Quase posso sentir cheiro da grama molhada e da graxa que chegava na minha janela. Fiquei com saudade do "meu" beija-flor. Fiquei com saudade da mamãe (mas isso Deus e o mundo já sabe). Isso aqui vai ser um pedacinho de casa. Engraçado é que a frase no alto (como? não leu ainda? corre!) a mami escreveu num email de algum tempo atrás sem saber nada sobre o template, que foi feito "em base" às minha lembranças. Transmissão de pensamento? Sintonia, eu diria.

islashado por Julie # 4/21/2004 01:48:00 PM
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April 17, 2004

Riassunto della settimana 
Andei sumida. Na verdade, um misto de cansaço, gripe, zilhões de coisas para fazer e baixo astral. Vou resumir a semana qua passou para deixar mais claro:

- Totò dá um trabalhão. Passei alguns dias dormindo mal porque ele enchia o saco. Agora está se comportando melhor.
- Sempre com relação a ele, o final de semana foi um inferno. Muito choro e discussão. Não vou encher o saco de ninguém contando detalhes, mas meu marido depois de mais de dois meses batendo o pé dizendo que queria um labrador simplesmente decidiu que era melhor "devolver ao dono", que o cachorro estava mordendo tudo, que machucou Giuseppe, que não nos deixava dormir, que era muita responsabilidade. "Só agora você resolveu pensar essas coisas, Zé Mané? Logo agora que eu estou apegadíssima a ele? Agora quem bate o pé no chão sou eu. Na-na-ni-na-não." Mas por alguns dias parecia que Totó iria embora. Agora as águas se acalmaram. :)
- Estou doente. Essa mudança de estação acaba comigo. Dias de sol, dias de tempo feio, dá nisso. A garganta está acabada, estou sem voz.
- Comecei a fazer o cambio di stagione (quer dizer: a troca das roupas de uma estação para a outra). Quem acompanha este blog desde o fim do verão, sabe que acho isto insuportável. Tiro TODAS as roupas e sapatos invernais do armário, coloco em caixa, lacro e etiqueto. Subo no mezanino, coloco as caixas apenas fechadas e pego as caixa da estação que está chegando. Depois tenho que descer, abrir as caixas, tirar tudo de dentro e deixar "tomando um arzinho". Assim que recuperar as forças, vou ter que passar as 250 roupas que estão me esperando.
- Ontem acompanhei Pitchuco a um passeio da escola. Fomos a um agriturismo (espero que se diga assim em português). Foi legal e educativo. Para mim, foi ótimo conhecer outras mães e estar em meio a crianças. Ele brincou tanto, fez pão, viu os animais. Mais uma vez, fiquei pensando ao quanto preciso de uma digital.

MOMENTO ANIVERSARIANTE DO DIA

Hoje é o aniversário de duas blogueiras especiais.
A Letícia está completando 27 aninhos. Ela me ajudou muito com a chegada do Totò, me dando ótimas dicas. Só espero que o Totò vire um cachorro espetacular como o Legolas.
E é també o aniversário de uma das minhas musas inspiradoras: Daiza. É em parte graças a ela que criei este blog. É uma pessoa que eu gosto muito e que espero sinceramente um dia conhecer.

Meninas, desejo a vocês um feliz aniversário. E a todos os visitantes, um brigadeirinho. Sentem e comam um pedaço de bolo.

islashado por Julie # 4/17/2004 06:17:00 PM
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April 12, 2004

Buona Pasqua 
Gostaria de ter vindo ontem desejar uma "Boa Páscoa" a todos e escrever um pouco sobre a Páscoa por aqui. Mas estava super-cansada e não conseguia nem ficar sentada (noite mal dormida + comilança absurda). Vai hoje um pouquinho da minha experiência, lembrando que nada mais é que a minha visão e que algumas coisas podem mudar de região em região da Itália.

A sexta-feira santa não é comemorada, nem feriado é. Mas, pelo menos aqui, fazem a Via Crucis pela cidade e mesmo quem quase nunca vai à igreja nesse dia acaba indo.

O domingo de Páscoa é uma das poucas festas não obrigatoriamente "familiar". Tem até um ditado que diz: "Natale con i tuoi, Pasqua con chi vuoi" (Natal com a família, Páscoa com quem você quiser). Mas pelo menos no sul da Itália a maioria das pessoas acaba festejando com a família mesmo.
Três coisas não podem faltar numa mesa de Páscoa em Nápoles: um casatiello (pão com muita pimenta-do-reino geralmente decorado com ovos cozidos e, às vezes, recheado com pedaços de salame, presunto ou bacon), uma pastiera (doce tipicamente napolitano e tipicamente pascoal à base de grão e ricota) e uma colomba (espécie de panetone a forma de pomba, comum em toda a Itália). Outra tradição é comer carne de carneiro.
"Comer ovos, sinônimo de uma nova vida nas tradições mais antigas, celebrava a Primavera. Os cristãos, seguindo esse antigo costume, fizeram dos ovos o símbolo de Cristo e começaram a distribuir entre os fiéis uma cestinha com ovos benzidos. O carneiro simboliza o sacrifício de Jesus, "Cordeiro de Deus"."

Se usa dar de presente, principalmente às crianças, ovos de chocolate. Existem vários, para todos os gostos e bolsos. Vão dos ovinhos pequenininhos ao ovão encomendado na doceria (com um presente e uma frase escrita), passando pelos comuns ovos dos personagens da Disney ou do novo desenho que está passando na televisão (para não falar dos ovos do Big Brother).
"Hoje, pode-se encontrar de tudo dentro de um ovo de Páscoa: bichinhos de pelúcia, brinquedos, jóias e telefones celulares (para quem é adepto aos presentes de luxo)."
Outra coisa comum é a troca de presentes entre parentes. Eu não faço e acho que é mais uma festa que está ficando consumista demais.

"Bem, a esse ponto, podemos nos preparar para os banquetes do "depois Quaresma" (período em que a religião proibia as festas e banquetes)."
Na segunda ainda é feriado: Lunedì dell'Angelo, mais conhecido como Pasquetta. Geralmente é um dia para passear ou fazer um piquenique. A maior parte das pessoas aqui em Nápoles vai à praia (coisa que não foi possível esse ano pois São Pedro não colaborou). Ignoro a origem da Pasquetta, mas acho que foi uma ótima idéia de uma pessoa muito inteligente. Um feriadozinho é sempre muito bom (e pensar que Berlusca está reclamando que os italianos têm feriados demais).

Fonte dos textos em itálico: Notti Italiane (em português)

islashado por Julie # 4/12/2004 07:40:00 PM
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April 07, 2004

Extra, extra! 
Ele chegou. Todo lindo e lampreiro, com seu charme e um jeitinho manhoso. E meu coração mole derreteu. É lindíssimo!
Infelizmente, não vai ter sondagem para decidir o nome. Ele (sim, é macho) tem pouco mais de dois meses, e atende pelo nome que os ex-donos deram a ele. Preferimos não mudar.
Então, o mais novo membro da família se chama Totò, como o mais famoso ator napolitano.
Assim que chegou em casa, me apaixonei. Estou morta de cansaço. Ele fez xixi no chão quatro vezes, algumas outras no jornal (que eu tenho que trocar), me acordou duas vezes e fez todo mundo acordar às 6 dessa manhã. Mas para mim já é como um filho, o meu xodó. Lindo, lindo, lindo.

Na falta de foto (assim que conseguir tirar uma coloco aqui), uma pequena descrição:

Nome: Totò
Data de nascimento: 25 de janeiro de 2004
Cor: caramelo
Raça: labrador
Características: é a coisa mais gostosa do mundo, brincalhão, um olhar que faz qualquer um amolecer.

islashado por Julie # 4/07/2004 10:47:00 AM
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April 06, 2004

Post escrito de uma vez, sem pensar ou corrigir 
Como sempre eu esperneio, bato o pé no chão, faço cara de má, mas ninguém me leva a sério. No fim, minha opinião conta poco e niente. Pudera, foi 3 x 1. E eu sou sempre a malvada da situação, aquela que só vê o lado ruim das coisas, que não pensa "no quanto será legal", "vai ser bom para as crianças", etc. Maridinho acaba de telefonar dizendo que talvez o "nosso" tão "desejado" cão vai chegar esta noite. Sim, senhoras e senhores, somos os novos donos de um lindo labrador (ou será labradora?). Não me entendam mal. Eu sou louca por cachorro. Adoro. Algum psicólogo diria que meu problema é devido a um trauma. Pode ser. Tive um cachorro por muitos anos e quando ele morreu eu sofri tantíssimo. Eu acho que quando ele chegar com um trocinho lindinho pequenininho, eu vou ficar ultra-feliz. Vou esquecer todos os possíveis futuros e imaginados problemas: a casa pequena, um cachorro é uma responsabilidade (adivinhem de quem?). Viu só? Estou falando aqui e já começo a ficar mais feliz. E o labrador é realmente uma raça espetacular.
Bom, é isso. Se o novo componente da família realmente chegar, amanhã vai ter sondagem para decidir o nome. Aguardem e comecem a pensar!

islashado por Julie # 4/06/2004 07:47:00 PM
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April 03, 2004

Eu não morro de amores pelo sábado. Quem trabalha fora de casa durante a semana sabe do que estou falando: sábado é quase sempre dia de faxina. Legal, né? Com sorte, é também dia de passear, mas com os ossos quebrados da faxina... Em compensação, hoje fiz um strogonoff, a pedido do maridinho que adora. Me fez tanto lembrar tanto da mamãe. Não porque ela faça um gostoso (ela não é lá uma grande cozinheira - mami, posso contar pra todo mundo?), mas porque é um dos seus pratos preferidos. Lembro de quando ela voltava do trabalho e comia os restos de strogonoff da geladeira, frios mesmo. Comecei a lembrar dela deitada na rede da sala (essa é a imagem mais característica da mami)... Vamos mudar de assunto, Juliana? Volta para a faxina que é melhor. Para animar um pouquinho, coloquei um CD. De repente, Zizi Possi começou a cantar "Estácio Holly" com Luiz Melodia. Adivinhem quem essa música me lembra? Alguém aí tem uma receita para tirar nó do estômago?
Todo o meu corpo, a minha mente, estão voltados à possível ida ao Brasil no meio do ano. Ainda não sei se poderemos ir, mas eu preciso tanto voltar para casa. A saudade é tanta. Dedinhos cruzados, ok?

Tem outra pessoa que não sai da minha mente esta semana. Meu paizinho querido. Pensei tanto nele a semana inteira porque dia 28 foi o aniversário dele. Não esqueci não, pai, mas por alguma estranha razão não consegui telefonar. Mas a música tema dessa minha semana foi esta que canto um pedacinho dedicando a você: "Oh marido se aleeevantaaaa / e vai caçá uma sirieeeema / pra nois cumê a carne deeelaaaa / e fazê uma bassora das peeeena / Quem me deeera tá agooora / num é minha véééa / nos braço d'uma roxa morena / e aí déu sodaaaade / Marido se aleeevaaanta / e vem tomá um mingaaaau / qui é prá criá sustaaaaança / rá nois fazê um calamengau / Brincadeira de manhã ceeedo / num é minha véééa / arrisca quebrá o pau / e aí déu sodaaaade / ... / Marido, seu desgraçado, tu ai de morrer / Cachorro ai de ti latí / E urubu ai de ti comê / Se eu subesse disso tudo / num é minha véééa / eu num casava cum ocê/ e ai déu sodaaade".
Feliz aniversário, paizinho. Eu te amo tantíssimo.

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida. - Clarice Lispector

islashado por Julie # 4/03/2004 06:36:00 PM
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.: Euzinha
Julie, 27 anos, libriana, baiana com H. Casada com Lello, há 6 anos vivo em uma cidadezinha da província de Nápoles. Tenho dois filhotes: Camila, 11 anos, e Giuseppe, 5. Sou uma ex-revisora de textos e ex-estudante de letras da UFBA, hoje não sei exatamente o que sou.
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