"Acho a primavera a sua cara. Acho que porque você nasceu nessa estação e porque tem a alegria e a doçura da primavera. Lembra que tinha um beija-flor que de vez em quando aparecia na janela do seu quarto?"
Socorro Araújo (a mãe mais linda do mundo)
May 31, 2004

Adios AmoLe... 
E assim como chegou, ele foi embora. Do mesmo jeitinho. Eu não queria que ele viesse, mas menos ainda que ele fosse embora. Só que assim decidiram e assim foi. Essa semana meu querido Totò voltou para o dono, que por sua vez deu ele a uma outra família. Não vou entrar em detalhes... A mim só resta pensar que vai ser melhor para ele, que deve estar morando num lugar melhor, em uma casa com jardim, muito espaço e, talvez, com alguém que o ame como eu. Não sei se dá certo, mas mais cedo ou mais tarde essa tristeza tem que passar. Te amo, AmoLe!

islashado por Julie # 5/31/2004 09:38:00 AM
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May 25, 2004

Dias de 35 horas não? 
Ou então: virar duas pessoas? ou jogar tudo pra cima e esperar que alguém faça por mim?
Como nenhuma das opções acima é possível, eu sigo nessa minha vida altamente estressante. Milhões de coisas para fazer, minha "agenda" não me dá um só dia de saudável dormidinha no meio da tarde. Para melhorar, meu corpo resolveu reclamar. Não sei se por cansaço puro e simples, ou se são os ares da primavera, mas eu não me aguento em pé. Ando quase dormindo, com dores nas articulações, pés e mãos que incham e "desincham". Uma casa inteirinha para cuidar, filhos que vivem brigando e me chamando, uma comunhão sendo organizada (hahaha), um cachorro carente e em procura de afeto que só quer saber de mim e continua me acordando no meio da madrugada (colaboração dos outros membros da família quase 0). Quer mais? Junte a todos esses ingredientes alguns meses de salário atrasado e consequente tédio no trabalho.
Domingo fomos a um encontro com outras famílias que farão a primeira comunhão dos filhos esse ano. Eu nem deveria ter ido, estava fisicamente um caco (passei mal na sexta com dificuldade a respirar e "inchaço"), mas foi fantástico. Independentemente de religião, foi ótimo passar um dia com pessoas que normalmente não teria contato e, o melhor do dia, foi repartir o almoço (cada um levou um prato - eu fiz uma massa com molho de tomate, carne moída, mozzarella e salame, divina). E essa semana começa o que eles chamam os "quinze dias". São quinze dias de encontros (um pouco menos de 15, na verdade) com as outras famílias que farão a primeira comunhão no dia 6 de junho. Pode parecer chato, mas muito pelo contrário. Quando soube desses quinze dias quase choro (onde vou achar tempo para colocar pelo menos uns 5 minutos as pernas pra cima?) mas ontem que começou me dei conta que pode me fazer bem. Aproveito para me conhecer e me questionar, passo uma hora dedicada e com Pitchuca, conheço outras pessoas.
Os preparativos... Vão bem, obrigada. Continuo deixando para amanhã o que deveria fazer ontem. Mas dessa vez a causa não é a minha baianidade nagô e sim o cansaço que está me corroendo e, ainda, a falta de um carro. Recapitulando: temos o vestido, que já foi devidamente levado ao "ajuste" (um pontinho embaixo do braço e uma espécie de anágua), eu e maridinho já temos roupa mas ainda estamos sem sapato, encomendei as lembrancinhas (quase não escolhi, foi uma escolha obrigada pelo pouco tempo disponível) e só.
Falta: o restaurante, ou melhor, decidir se vamos ou não comer em restaurante (meu voto vai ao não), comprar sapatos para todos, inclusive para a Cinderela (eu, em último caso posso usar a sandália do casamento), Pitchuco não tem nem roupa nem sapato nem nada, falar com o cabelereiro (iu, que chic!). Que eu me lembre, é só mas não me assustaria de ter esquecido coisas importantes.
E é por isso, senhoras e senhores, que pode ser que eu fique um tempinho sumida. Pode ser que faça um postzinho veloz (espero!), vou continuar lendo o blog dos outros (comentando raramente porque leio escondida do chefe no trabalho) mas se eu sumir mesmo que ninguém fique preocupado ou se sentindo não-amado, ok? Fui que preparar o almoço me espera.

islashado por Julie # 5/25/2004 12:53:00 PM
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May 22, 2004

Maio de festa 
O mês de maio é lotado de aniversários e festas importantes.
RosaHoje a minha amiga mais velha (não de idade mas de tempo que nos conhecemos) faz aniversário. Ela deve ter certeza que eu me esqueci, porque eu quase sempre me esqueço do aniversário de todo mundo. Eu quase sempre mando aqueles cartões de "parabéns atrasado". Mas não esqueci não Rosinha!
Nos conhecemos há mais ou menos 23 anos (!), estudamos juntas por pelo menos 10. Fomos de uma certa forma divididas mas ficaram para sempre as lembranças (mais suas do que minhas - eu gosto de pensar que ela é uma biblioteca a consultar), as fotos (ia colocar aqui aquela nossa voltando da praia, no carro, uma mais feia do que a outra - lembra?), o grande carinho e, hoje em dia, o email e o messenger.
Ainda lembro da dupla junta, a loira e a morena. Ela tinha que ouvir as pessoas elogiando a minha inteligência (até a mãe, que representava a minha nas reuniões e pegava meu boletim saía se queixando que ela deveria ser como eu) , eu morria de inveja porque todo mundo falava da sua pele de pêssego. Eu muito tranquila, ela um terremoto. Quantas coisas vividas... Rosinha, parabéns a você. Muitos, mas muitos mesmo, anos de vida.

RosaE hoje é, também, dia de Santa Rita. E daí? - dirão. Daí que é o onomastico da minha queridíssima Rita, minha quase-chefe-muito-amiga (é sim, virou slogan). Que estranho que não nos vimos hoje. Dia de Santa Rita é sempre dia de muita risada (vide a imagem de Santa Rita com o rosto dela - Ago, non facciamo niente quest'anno?). Ma io ti faccio tanti auguri, carissimissimissimaZ. Sono stata davvero fortunata di aver trovato un'amica come te, compagna di risate, discorsi serii, giochi (vide todas as caras e caretas que fazemos com a webcam, arma muito perigosa nas nossas mãos). Perdipiù, sei un capo meraviglioso! Che voglio di più dalla vita? Baaaaaciiiii, Julie!

Um aniversário que passou batido aqui foi o da Cissinha, mas não por culpa minha, ela escondeu a data até o último minuto. Ciça 3.0, que fique aqui o meu lamento (perguntei umas quinze vezes a data certa) e meus parabéns "blogais".

Acho que acabamos com a sessão aniversariante do dia (pelo menos do mês de maio. Ou não? Esqueci o seu? Manda um email ou comentário, uma foto e 15 reais que eu publico aqui uma mensagem de parabéns. Rosinha, para você eu fiz um desconto pelos tantos anos de amizade. No caso de Rita, ela é minha chefe, não custa nada puxar o saco. :)

islashado por Julie # 5/22/2004 07:05:00 PM
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May 20, 2004

Quem acredita em signos? 
LibraA Carla (gente, ela finalmente criou um blog! Vai lá conferir que ele está engatinhando mas já promete.) me mandou um email que eu ia lendo e rindo, lendo e rindo. "Ué, ela tá falando dela ou de mim?" - pensei. Que nós duas temos n coisas em comum, eu já sabia (a Bahia, os estudos - que ela concluiu e eu abandonei no início -, signo). Mas ela falava de sensações, de comportamentos que são iguais aos meus. Tipo? A indecisão. Eu sou tão indecisa, mas tão indecisa que sou capaz de sair de uma loja sem comprar só porque não consegui escolher. Ou então eu obrigo alguém a escolher por mim para só aí me dar conta que o que eu realmente queria era o vestido azul e não o vermelho que comprei seguindo o conselho.
E a minha acomodação? Essa sim uma característica irritante. Quantas vezes na minha vida acordei toda empolgada, decidida a "conquistar o mundo", fazendo mil planos que não passaram de planos? O melhor é depois morrer de raiva de você mesmo.
Vamos falar da minha curiosidade? Pareço criança pequena, vivo perguntando o "porquê" das coisas. Chego a ser, sem querer (juro!), indiscreta. Como no dia que uma colega de trabalho disse que o namorado trabalhava numa boate. "E o que é que ele faz?". Ela não respondeu. Você acha que eu fiquei calada? Claaaaro que não. Virei e perguntei: "Mas ele é um cubista (rapaz que dança pouco vestido sobre um cubo nas boates)?" o_o Quantas vezes desejei conseguir controlar a minha curiosidade. Mas eu não controlo, quando me dou conta a pergunta já saiu da boca. A coisa boa dela é que me faz sempre aprender tantas coisas. Não tenho a menor vergonha de dizer que não sei, não conheço, não entendi, como se faz. Essa semana até me disseram que gostariam de tirar o ponto de interrogação do meu teclado. Sei que muitas vezes abuso do uso, mas essa é uma das minhas características mais importantes.
Depois tem a timidez. Mas essa mereceria um capítulo à parte.
Não sei se tem a ver com o signo, mas essas são todas características atribuídas ao libriano, signo que eu e a Carla temos em comum.

Obrigada a todos que parabenizaram a minha mami e o meu irmãozão pequeno. Grazie mille!

islashado por Julie # 5/20/2004 08:38:00 PM
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Vergonha 
O problema do lixo na minha cidade está ficando uma coisa absurda. São meses que o recolhimento tem sido problemático porque não sabem mais o que fazer com tanto lixo (chegaram até a mandar caminhões para depósitos na Alemanha!). Se eu tivesse uma máquina digital, mostraria a situação atual na frente do meu prédio. Com o calor que tem feito, o fedor começa a se sentir. Triste é saber que é um problema em várias cidades da Campania (região onde fica Nápoles).
E amanhã algumas escolas (como a de Cami) ficarão fechadas por motivo de higiene (a quantidade de lixo nas proximidades é tanta que não podem ter aula).
E eu me pergunto: isso aqui é mesmo o primeiro mundo?
Vergonha...

islashado por Julie # 5/20/2004 08:35:00 PM
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May 19, 2004

Happy Birthday mamina cara 
Hoje é o aniversário da mulher mais importante na minha vida. Minha mãezona linda, maravilhosa e vitaminada, a mulher que me ensinou tantas coisas e que eu tanto admiro.
Mami, mais um aniversário que se passa e nós estamos longe. Fisicamente distantes, porque meu pensamento esteve com você todo o tempo. Fiz até pudim de leite condensado (receita de Sueli). Queria te dizer tantas coisas, mas como exprimir somente com palavras o que eu sinto por você? (hum... piegas, né?)
Quando eu crescer, quero ser igualzinha a você. Já sou? Ótimo!
E as musiquinhas do dia de hoje foram: "Come te non c'è nessuno" (Ninguém é como você) e "Ela é a rainha do lar... Ela vale mais para mim que o céu, que a terra, que o ar...".
Eu te amo muitão, muitão, muitão. Ou, como diz Giuseppe, eu te amo enorme (colocando os braços nas costas até uma mão tocar a outra)!
Ouve só a musiquinha que lembrei escrevendo este texto:
"Eu tenho tanto / pra lhe falar / mas com palavras não sei dizer / como é grande / o meu amor por você / E não há nada / Pra comparar / Para poder lhe explicar / ... / Nunca se esqueça / nenhum segundo / que eu tenho o amor / maior que o mundo..."
And this is dedicated to the one I love...

Mami
FELIZ ANIVERSÁRIO MAMI! HAPPY BIRTHDAY! BUON COMPLEANNO!

islashado por Julie # 5/19/2004 09:28:00 PM
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May 18, 2004

Happy birthday fratellino 
24 anos atrás você nascia enchendo a casa de felicidade e sua irmã mais velha de ciúmes. Eu, que até então era a primeira filha e neta, perdia meu "trono". E o ciúme foi meu companheiro por tantos anos. Assim como, por tantos anos, nós vivemos como gato e cachorro. Como esquecer as nossas inúmeras brigas? Ou de como eu te pirraçava até você ficar louco de raiva? Ou o dia que você descobriu que era maior do que eu e que podia me "enfrentar" (nunca me bateu mas não apanhava mais)?
Nós realmente crescemos entre tapas e beijos, e eu sempre me senti um pouco tua mãe. É por isso que eu hoje morro de orgulho de você. Fico toda cheia quando sei dos seus progressos no trabalho, quando leio seus textos, ou quando, ultimamente, ouvi o seu CD. Impossível acreditar que meu irmãozinho pequeno canta e toca, que escreve ótimas músicas, que está seguindo seu sonho.
Tico, que você é um gato, todo mundo sabe, se vê. Mas nem todo mundo sabe que pessoa especial você é. E eu já te disse, você já sabe, mas não custa repetir: Eu te amo muitão, muitão.

FELIZ ANIVERSÁRIO IRMÃOZINHO!
As


Mas Tiquinho lindo, amor da irmã... que tal cortar o bigode e os cabelos?

islashado por Julie # 5/18/2004 10:59:00 PM
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May 15, 2004

Sabe aqueles dias... 
onde tudo é horrível, o mundo te odeia e você se sente a maior baranga? Aqueles dias onde a única coisa sensata a fazer era ficar em casa debaixo das cobertas? Quando você pensava que nada poderia levantar o seu astral, eis que pelo correio recebe uma caixa pesadíssima diretamente do norte da Itália. O que será, o que será? E esse troço que balança? Lê o papelzinho da declaração enquanto tenta desesperadamente abrir a caixa tao bem lacrada: livros. Cuma? Assim pesados e balancentes?? Hum... Isso tá cheirando a bacalhau*. Abri, abri! Um livro: "O menino do dedinho verde". Tira o livro e... tchamram! Dois (repito, senhores, dois) pacotes de farinha de mandioca. Mas meus zoinho arregalaram mesmo foi com a visão de uma garrafa de guaraná Antarctica. Difícil foi resistir até chegar em casa sem tomar um golinho...
Nem se eu tivesse dito pra doida da Daiza que estava meio down a surpresa teria sido tão perfeita. Sem palavras para agradecer... Passei o dia sorrindo de ponta a ponta. Obrigadíssima!

* "cheirando a bacalhau" é em referimento aos pacotes da mãe da Daiza, que manda de tudo pelo correio (da carne seca ao bacalhau) e escreve descaradamente que o conteúdo é de livros.

islashado por Julie # 5/15/2004 07:11:00 PM
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Deixe para amanhã o que pode ser feito hoje 
Daqui a praticamente quinze dias a minha Pitchuca fará a primeira comunhão, exatamente no dia 6 de junho, às dez da manhã. Como já contei aqui, a vovó mandou o vestido lindíssimo e as lembrancinhas para os amiguinhos da escola diretamente do Brasil (mandou também o sapatinho para a Cinderela mas ficou grande). E é tudo o que tem pronto para a comunhão. Como boa baiana, deixei tudo para a última hora e agora estou estressada com isso.

Aqui a primeira comunhão de uma menina é uma festa muito importante. Tem uma série de coisas que DEVEM ser feitas, mais parece um casamento (vai lá no meu álbum e procura a comunhão de minha sobrinha - diz se não é um vestido de noiva). As famílias economizam por muito tempo para poder fazer tudo nos trinques. A praxe é: vestidos elegantes, cabelereiro, fotógrafo, lembrancinhas com confeites, restaurante. Eu, pessoalmente, acho um exagero toda essa elegância (compram roupas que depois mofam no armário), as lembrancinhas são quase sempre caríssimas e inúteis, um desperdício o que gastam para comer e, principalmente, detesto coisas que DEVEM ser feitas. Eu poderia não fazer nada disto, dizer que sou brasileira e que na minha terra não tem todas essas frescuras. Confesso que fiquei tentada mas optei por respeitar a outra cultura fazendo tudo sim, mas do meu jeito, claro. Seria desrespeitoso, por exemplo, não dar lembrancinhas (que, repito, não servem para nada, todo mundo fica com pena de jogar fora mas rezando que quebrem) para quem vai presentear Pitchuca. Ou não oferecer confeites aos amigos, vizinhos, colegas, já que faz parte da tradição deles. Vou fazer tudo (se é que em quinze dias eu ainda consigo fazer alguma coisa) sem agredir meu bolso (coisa muito importante), minhas convicções ou a sensibilidade dos outros. Até mesmo por Pitchuca, que por vezes já se sente diferente dos outros, só serviria a reforçar isso.
O dilema de hoje é: será que Juliana conseguirá comprar pelo menos os sapatos? Veja bem, até sapato peba com a chegada do euro ficou caro. Sendo assim, a melhor opção é a feirinha de Nápoles onde se encontram sapatos bons com precinho acessível. Mas (por que tem sempre um mas?) só tem dia de domingo e eu só tenho à disposição esse domingo e o domingo antes da festa. Levando em consideração que maridinho não quer ir amanhã, que o trem não passa por lá e que eu não sei dirigir...

islashado por Julie # 5/15/2004 05:54:00 PM
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May 12, 2004

Não sei se rir ou chorar 
"Mulher mata o marido e congela no freezer

LISBOA - Uma portuguesa confessou que matou, com a ajuda do amante, o marido e que o congelou no freezer, onde ele ficou por três anos. A notícia foi divulgada pela agência portuguesa Lusa.
O cadáver foi encontrado domingo pelo irmão da vítima em Jolda São Paio, uma vila de quase 400km ao norte de Lisboa. Era escondido no congelador, embaixo de cobertas, lixo e roupas de criança.
A mulher, 33 anos, confessou ter matado o marido, um operário de 35 anos, em junho de 2001. Junto com os três filhos, continuou vivendo na casa por 6 meses com o cadáver no congelador. No início de 2002, a família se mudou e a energia elétrica foi cortada. O irmão da vítima encontrou o cadáver domingo passado enquanto tentava descobrir a origem do mau-cheiro."

Fonte: Repubblica.it

Diz pra mim... É pra rir ou chorar? Eu ri.

Dá pra notar que meu humor não está dos melhores? Que estou sem inspiração pra postar?

islashado por Julie # 5/12/2004 01:22:00 PM
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May 10, 2004

Festa della Mamma II 
A minha "Festa della Mamma" teria sido um domingo como outro qualquer se Pitchuca e Pitchuco não tivesse declarado duas poesias lindíssimas, se não tivessem ido recolher umas margaridinhas maravilhosas para mim. Meus filhos são fofos. E foi ótimo falar com a mamãe, saber como vão as coisas, bater um papinho longo, ouvir a risada dela quando cantei "Ela é a rainha do lar..." e Cami fez o coro no "Mamãe, mamãe, mamãe" (Giu também tinha sido "adestrado" mas estava jantando na hora).

Como se pode notar, a inspiração para escrever anda faltando. Assim que ela voltar, prometo continuar escrevendo sobre as minhas aventuras quando cheguei aqui.

E eu achei hoje um site muito bom: Crônicas da Bahia. Carla, é dedicado a você.

Blog novo nos meus "Blog altrui": é o Caderno Dourado da jornalista Rafaela Lombardino. Sempre textos bons, de tudo um pouco.

E para você que, como eu, quer continuar escrevendo com acentos e tem que utilizar os códigos, eis a solução: Special Chars. Escreve o texto com os acentos, vai lá que o programinha feito pelo SuperAgoZ (o autor deste template) converte diretamente. Eu estou adorando. Experimente e me diz o que acha.

islashado por Julie # 5/10/2004 01:24:00 PM
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May 09, 2004

Festa della Mamma 
"A história da criação do Dia das Mães começa nos Estados Unidos, em maio de 1905. Foi lá que a filha de pastores Anna Jarvis e algumas amigas começaram um movimento para instituir um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães.
A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Para Anna, a data tinha um significado mais especial: homenagear a própria mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, falecida naquele mesmo ano. Ann Marie tinha almejado um feriado especial para honrar as mães.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração. Em 1914, a celebração foi unificada nos Estados Unidos, sendo comemorado sempre no segundo domingo de maio. Em pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data.
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou o feriado.

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. Em 1923, Anna entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.

Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe."



Conheça a minha mãe lendo o site que fiz para ela alguns anos atrás mas que é sempre ali, sempre atual. Porque o Dia das Mães é tutti i giorni (todos os dias).
Mami, te amo tanto, tanto. Você sabe que é a mais linda do mundo!

islashado por Julie # 5/09/2004 07:34:00 PM
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May 05, 2004

Bicho papããão 
Reunião na escola de Cami. Vamos falar sobre ela e eu é que me sinto examinada. Dor de barriga, tensão, nervosismo. Até parece que estou indo fazer algum exame... O pior mesmo é a espera. Uma fila enorme de mães de todo tipo esperando para falar com cada uma das professoras. Finalmente chega a minha vez. Quem é a primeira professora? A temidíssima de matemática. "Senhora, nada a dizer. Camila é uma ótima aluna, superou todas as dificuldades com a matéria". 5 segundos. Professora de história, só fez um sorriso e com a mão quase me mandava embora: "Camila é uma das melhores estudantes em história". 3 segundos. E chega então a vez de italiano e ciências: "Senhora, no comment. Camila é excelente. Só chega um pouco atrasada de manhã mas pelo resto, nada a dizer". 10 segundos. A professora de inglês não estava mas sei que teria dito que ela é A melhor. 18 segundos no total falando com as professoras, 1 hora de ânsia na espera. Saí de lá me perguntando: "O que eu vim fazer aqui se ninguém queria falar comigo?". Metida eu, não?

islashado por Julie # 5/05/2004 01:42:00 PM
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May 04, 2004

Normal manhã anormal... 
Tudo normal nesta manhã na nossa casa. Exceto o fato que Pitchuca teria que ir para a escola às 11h. Nós, pais, decidimos que não valia a pena levá-la por somente duas horas e que, já que Pitchuco está no asilo, ele também poderia não ir. Meio confuso, né? Espera que já já você entende. Quero falar sobre a diferença entre eles. Lello virou para Pitchuco e disse:

- Pitchuco, você quer ir pra escola ou pro trabalho com papai? (perguntinha idiota, eu pensei)
- PRO TRABALHO COM PAPAI!

Normal, né? Qual criança ao mundo preferiria ir para a escola ao invés de ir brincar no trabalho do pai que enche ele de mimos?

E aí entra em cena o papo surreal. Eu falanco com Pitchuca:

- Pitchuca, você vem ficar comigo no trabalho. Não vale a pena ir pra escola por tão poucas horas, iria só complicar a vida da gente. Ok?
- (quase chorando) Não, mãe. Eu quero ir pra escola. Por favor, me levem pra escola. A professora de História vai mandar cada um explicar o que entendeu para dar nota e ela só vai fazer isso hoje. Se eu não for, não vou poder explicar o que estudei ontem. Eu quero ir. Dá um jeitinho. A gente liga para a mãe de fulana e ela me leva, papi só tem que ir me pegar, blá-blá-blá.
- o_o

Resultado: Pitchuco foi feliz e contente para o trabalho do pai. Pitchuca está aqui comigo me dizendo a cada 5 minutos quantos minutos faltam para que eu a acompanhe à casa de amiguinha com a qual irá para a escola.

Juliana Castanheira, você não deixou nem email nem site nos comments. Se quiser me escrever, meu email é: islashi@hotmail.com.

islashado por Julie # 5/04/2004 10:45:00 AM
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May 03, 2004

Quando eu cheguei aqui... 
O início não foi difícil. Nem para mim, nem para Cami. Aliás, foi mais simples para ela porque criança tem uma capacidade de adaptação incrível. Em dois dias ela já conseguia se fazer entender, em poucos meses falava como se tivesse nascido aqui. Eu tenho facilidade com línguas, cheguei já sabendo o mínimo indispensável do italiano. Difícil era entender o napolitano (porque falar para mim é ainda hoje impossível), mas fazendo uma série de cálculos acabava entendendo o sentido.
Tudo foi muito facilitado por alguns fatores. Tipo: Nápoles, como já disse, tem algumas semelhanças com a Bahia. O verão aqui é fantástico, as praias são legais, a paisagem é de tirar o fôlego. Outra coisa que pode parecer uma desvantagem mas que acabou sendo uma grande vantagem foi ter morado o primeiro ano com minha sogra. Lá eu aprendi tudo o que uma boa dona de casa deve saber (hahaha): lavar, passar, limpar (sim, porque tem toda uma técnica), cozinhar. Lá Camila estava sempre em companhia e pôde aprender mais facilmente o idioma (assim como eu). Lá eu aprendi coisas sobre a cultura, os modos e o jeito de ser napolitano que teria demorado muito mais para aprender.
Nós chegamos em março e em setembro Cami começou a frequentar o último ano do asilo (jardim de infância). Desde o início foi tudo ótimo porque ela sempre quis ir à escola.
Em julho do mesmo ano eu e Lello nos casamos. Em novembro arranjei meu primeiro e atual emprego.
Em breve, post sobre a caça ao emprego. Não sei quando porque estou enjoada de falar de mim.

islashado por Julie # 5/03/2004 07:11:00 PM
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May 02, 2004

O TEMPO  
"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas ... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
Mário Quintana

É mesmo do Quintana? Nunca se sabe com essas coisas que chegam por email...

islashado por Julie # 5/02/2004 06:30:00 PM
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.: Euzinha
Julie, 27 anos, libriana, baiana com H. Casada com Lello, há 6 anos vivo em uma cidadezinha da província de Nápoles. Tenho dois filhotes: Camila, 11 anos, e Giuseppe, 5. Sou uma ex-revisora de textos e ex-estudante de letras da UFBA, hoje não sei exatamente o que sou.
Algo a dizer? Manda um email: islashi arroba hotmail ponto com.
.: Blog altrui
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