November 04, 2005
"...Mas na hora da verdade
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse: "Esta situação
sei que nunca mais resolvo!"
Então falou para o povo:
"Juro que me arrependi
o Brasil que eu descobri
queria cobrir de novo!"
Acho esta "Fuá na casa de Cabral" uma saborosa crônica sobre o "descobrimento do Brasil". Apesar de baiana, gosto muitíssimo da música de Pernambuco. Acho que porque sou do sertão e cresci ouvindo os cantadores nas feiras, as zabumbas e as bandas de pífanos nas alvoradas dos dias santos, o xote, o maracatu, as cirandas, o forró nas festas populares. Conheci a música de Chico Science através do meu filho - também por isso é bom ter filhos, pra nos ensinar - e, na primeira faixa do disco, me deu vontade de dançar. Não só por causa do ritmo mas porque estava encontrando um som que me era muito familiar. A partir daí, me reencontrei com uma linguagem musical que é muito mais minha do que muita coisa daqui de Salvador. Outro dia vi um show do Silvério Pessoa na Concha Acústica do TCA. Muito bom. "Bate o mancá" também é um ótimo disco. Tem letras muito politizadas. No show que fui ele levou uma bandeira do MST para o palco. O que acho interessante nesta "nova" música de Pernambuco, além da mistura de ritmos, são as letras. No caso do "Cordel do Fogo Encantado", por exemplo, poesias maravilhosos de poetas populares como Zé Limeira, da Paraiba. "Se Zé Limeira sambasse maracatu...".
Socorro
D. Socorro anda por aí distribuindo comentários nos blogs dos outros. Como eu adorei esse, "surrupiei" e resolvi publicar aqui (sem prévia autorização) porque eu sempre quis que ela escrevesse alguma coisa aqui no blog mas ela nunca teve tempo, porque é a cara dela e pra vocês verem a mãe antenada e rueira que eu tenho.
Está inaugurada a temporada de partecipações especiais. Viu convidada? ;)
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse: "Esta situação
sei que nunca mais resolvo!"
Então falou para o povo:
"Juro que me arrependi
o Brasil que eu descobri
queria cobrir de novo!"
Acho esta "Fuá na casa de Cabral" uma saborosa crônica sobre o "descobrimento do Brasil". Apesar de baiana, gosto muitíssimo da música de Pernambuco. Acho que porque sou do sertão e cresci ouvindo os cantadores nas feiras, as zabumbas e as bandas de pífanos nas alvoradas dos dias santos, o xote, o maracatu, as cirandas, o forró nas festas populares. Conheci a música de Chico Science através do meu filho - também por isso é bom ter filhos, pra nos ensinar - e, na primeira faixa do disco, me deu vontade de dançar. Não só por causa do ritmo mas porque estava encontrando um som que me era muito familiar. A partir daí, me reencontrei com uma linguagem musical que é muito mais minha do que muita coisa daqui de Salvador. Outro dia vi um show do Silvério Pessoa na Concha Acústica do TCA. Muito bom. "Bate o mancá" também é um ótimo disco. Tem letras muito politizadas. No show que fui ele levou uma bandeira do MST para o palco. O que acho interessante nesta "nova" música de Pernambuco, além da mistura de ritmos, são as letras. No caso do "Cordel do Fogo Encantado", por exemplo, poesias maravilhosos de poetas populares como Zé Limeira, da Paraiba. "Se Zé Limeira sambasse maracatu...".
Socorro
D. Socorro anda por aí distribuindo comentários nos blogs dos outros. Como eu adorei esse, "surrupiei" e resolvi publicar aqui (sem prévia autorização) porque eu sempre quis que ela escrevesse alguma coisa aqui no blog mas ela nunca teve tempo, porque é a cara dela e pra vocês verem a mãe antenada e rueira que eu tenho.
Está inaugurada a temporada de partecipações especiais. Viu convidada? ;)
islashado por Julie #
11/04/2005 08:31:00 AM
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