February 24, 2005
Sábado à noite, família na mesa jantando (diálogos não traduzidos):- Que tal se amanhã todo mundo falasse só português? - disse a pequena.
- Legal. Bora Pitchuco falar só português amanhã? - respondeu a mãe.
- Eu não! - respondeu Pitchuco irritado.
Mesma noite, pai e filho brincando, o pai dá um murrinho no menino, que grita:
- Ai! Você me deu um "punhu"! (murro = pugno, em italiano, mas ele disse altamente abaianado)
**********
Ontem, mãe e filhos reunidos na cama para ler historinha antes de dormir. A filha pede para ler um trecho do livro em italiano que está lendo.- Ah, in italiano no*, in portuguêis. - protestou o pequeno.
- Oh Pitchuco, é só um pouquinho, daqui a pouco mamãe conta a outra historinha em português. Espere.
- "Gelsomino e il suo amico..." - continuou a menina.
- Io non capisco niente, io non capisco niente**. - retrucou o pequeno com as mãos cobrindo os ouvidos.
Mãe e filha pipocaram na risada pois o pequeno estava simplesmente imitando o que elas fazem quando querem que ele fale em português e ele insiste em falar italiano. "Assim eu não te entendo, Pitchuco".
* em italiano não
** não entendo nada, não entendo nada
Fotos do dia 23 de junho de 2004.
islashado por Julie #
2/24/2005 12:44:00 PM
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February 23, 2005
Hoje a menina mais gostosa do mundo completa 2 anos. E eu queria tanto estar lá pra dar cheirinho no cangote. Não estou fisicamente mas mentalmente estou com todos cantando parabéns para ela. A tia te ama, Mari!!! E não aguenta mais de tanta vontade de te conhecer!islashado por Julie #
2/23/2005 06:50:00 PM
"Quando eu conheci Jorge Amado em Paris, ele me levou para almoçar num bistrô perto do seu apartamento no Marais. Ao longo do caminho, fiquei pensando em algo bem inteligente para impressionar o grande escritor.
Ao sentarmos à mesa ele disparou:
"Nizan, você já reparou como a bunda da Mãe Cleusa é grande?".
A Bahia é assim. Desconcertante.
Pense num absurdo, multiplique por dois: na Bahia já aconteceu.
Há em Salvador uma casa funerária que se chama Decorativa e uma companhia de táxi aéreo que se chama BATA (Bahia Táxi Aéreo).
É dentro deste espírito esportivo que a Bahia surpreende desde 1500.
Caetano Veloso me disse rindo que os baianos e os judeus se julgam raças eleitas e (sic) que ambos têm razão.
Se somos ou não raça eleita, há controvérsias. Mas que é uma raça privilegiada não há dúvida.
Castro Alves, Rui Barbosa, Jorge Amado, Assis Valente, João Gilberto, Caetano, Gal, Gil, Bethânia, Daniela Mercury, Glauber Rocha, Dorival e Nana Caymmi, Raul Seixas, Ivete Sangalo e agora Piti.
Não pode ser coincidência.
Não é.
É fruto da energia que o índio enterrou, que o português descobriu misturado com o axé que o negro trouxe. É essa energia que buscam os cansados, os estressados, os sem esperança, os de alma ou cadeira dura. E a Bahia os acolhe com sua graça e sua benção.
Dianne Vreeland diz na peça Full Gallop, grande sucesso na Broadway, que o azul mais bonito é o céu da Bahia. Tudo na Bahia tem luz, sobretudo as pessoas. Que em sua simplicidade, com sua fé, com suas peles negras e dentes alvos, dançam, cantam e iluminam um mundo rico, mas cada vez mais pobre.
Um desses endinheirados, mas pobres de espírito, certa vez resolveu pegar no meu pé, numa festa, e me perguntou: "Se a Bahia é tão boa, porque você não mora lá?".
O Orixá me ajudou e eu respondi na lata: "Porque lá eu não me destaco, são todos baianos". "
Nisan Guanaes
Ao sentarmos à mesa ele disparou:
"Nizan, você já reparou como a bunda da Mãe Cleusa é grande?".
A Bahia é assim. Desconcertante.
Pense num absurdo, multiplique por dois: na Bahia já aconteceu.
Há em Salvador uma casa funerária que se chama Decorativa e uma companhia de táxi aéreo que se chama BATA (Bahia Táxi Aéreo).
É dentro deste espírito esportivo que a Bahia surpreende desde 1500.
Caetano Veloso me disse rindo que os baianos e os judeus se julgam raças eleitas e (sic) que ambos têm razão.
Se somos ou não raça eleita, há controvérsias. Mas que é uma raça privilegiada não há dúvida.
Castro Alves, Rui Barbosa, Jorge Amado, Assis Valente, João Gilberto, Caetano, Gal, Gil, Bethânia, Daniela Mercury, Glauber Rocha, Dorival e Nana Caymmi, Raul Seixas, Ivete Sangalo e agora Piti.
Não pode ser coincidência.
Não é.
É fruto da energia que o índio enterrou, que o português descobriu misturado com o axé que o negro trouxe. É essa energia que buscam os cansados, os estressados, os sem esperança, os de alma ou cadeira dura. E a Bahia os acolhe com sua graça e sua benção.
Dianne Vreeland diz na peça Full Gallop, grande sucesso na Broadway, que o azul mais bonito é o céu da Bahia. Tudo na Bahia tem luz, sobretudo as pessoas. Que em sua simplicidade, com sua fé, com suas peles negras e dentes alvos, dançam, cantam e iluminam um mundo rico, mas cada vez mais pobre.
Um desses endinheirados, mas pobres de espírito, certa vez resolveu pegar no meu pé, numa festa, e me perguntou: "Se a Bahia é tão boa, porque você não mora lá?".
O Orixá me ajudou e eu respondi na lata: "Porque lá eu não me destaco, são todos baianos". "
Nisan Guanaes
islashado por Julie #
2/23/2005 06:27:00 PM
February 21, 2005
Minha mãe diz sempre "filha, vou mandar só besteirinhas porque você sabe que Cristina reclama quando tem muita coisa". Sempre vem muita coisa, Cris reclama sempre e todo mundo fica sempre muito feliz. Mas dessa vez a coisa foi realmente exagerada. Só para dar uma idéia, tive que descer para ajudar Cris com as sacolas porque sozinha não conseguiria subir os maravilhosos 4 andares do meu prédio.
É que a mami já tinha comprado várias coisas e quando soube da tal mala vazia fez uma lista de supermercado para Cris. Olha só o tanto de coisa que veio (listinha completa que sei que não interessa a ninguém mas serve para mim e para mami - leitura não aconselhada a quem está há muito tempo sem voltar ao Brasil): camiseta da Fundação Pierre Verger + perfume de Pitanga da Natura, para maridinho (respectivamente presente de aniversário e onomastico); "Os guerreiros de K", do Ziraldo + camiseta do Projeto Axé + revistinhas da Turma da Mônica, para Pitchuco; sandalinha laranja (que ficou pequena) + "Histórias da velha Totônia", do José Lins do Rêgo + boneca-porta-coisas artesanal (presente de Sueli, amiga da mami), para Pitchuca; CD da banda de reggae de meu irmão + pantufas de cachorro laranja (presente da minha Dinda) + calcinha cor-de-rosa + vários livros, para mim; duas faixas de cabelo para minha sobrinha Italia; "Do outro lado do Atlântico", de Pauline Alphen, e "As tranças de Bintou", de Sylviane Anna Diouf, livros que eu tinha encomendado e mandado para a casa da mami; carne de feijoada (realmente, poucas, em quantidade e diversidade), feijão preto, farinha de mandioca, tapioca, 4 latas de leite condensado, 4 latas de guaraná Antarctica, 3 pacotes de leite em pó, 2 caixinhas de leite de coco, 1 guarrafa de azeite de dendê, docinhos de banana e de jenipapo, mais doces de banana e paçoquinha, para a felicidade de todos os membros da família. De quebra, Cris deu de presente um colarzinho feito pela mãe dela para Cami e um joão-teimoso (quem lembra??) para Giu.
É que a mami já tinha comprado várias coisas e quando soube da tal mala vazia fez uma lista de supermercado para Cris. Olha só o tanto de coisa que veio (listinha completa que sei que não interessa a ninguém mas serve para mim e para mami - leitura não aconselhada a quem está há muito tempo sem voltar ao Brasil): camiseta da Fundação Pierre Verger + perfume de Pitanga da Natura, para maridinho (respectivamente presente de aniversário e onomastico); "Os guerreiros de K", do Ziraldo + camiseta do Projeto Axé + revistinhas da Turma da Mônica, para Pitchuco; sandalinha laranja (que ficou pequena) + "Histórias da velha Totônia", do José Lins do Rêgo + boneca-porta-coisas artesanal (presente de Sueli, amiga da mami), para Pitchuca; CD da banda de reggae de meu irmão + pantufas de cachorro laranja (presente da minha Dinda) + calcinha cor-de-rosa + vários livros, para mim; duas faixas de cabelo para minha sobrinha Italia; "Do outro lado do Atlântico", de Pauline Alphen, e "As tranças de Bintou", de Sylviane Anna Diouf, livros que eu tinha encomendado e mandado para a casa da mami; carne de feijoada (realmente, poucas, em quantidade e diversidade), feijão preto, farinha de mandioca, tapioca, 4 latas de leite condensado, 4 latas de guaraná Antarctica, 3 pacotes de leite em pó, 2 caixinhas de leite de coco, 1 guarrafa de azeite de dendê, docinhos de banana e de jenipapo, mais doces de banana e paçoquinha, para a felicidade de todos os membros da família. De quebra, Cris deu de presente um colarzinho feito pela mãe dela para Cami e um joão-teimoso (quem lembra??) para Giu.
islashado por Julie #
2/21/2005 07:58:00 PM
- Mami, acho que veio tudo. Tinha até uma calcinha rosa pra mim.
- Ah, filha, mas eu acho que não vai dar pra você não...
- Cumassim???
- É que vi umas fotos suas no Multiply e você tá com um b... retado (prefiro não reproduzir a palavra que ela usou, basta entender que ela disse que estou gorda).
- o_o
- Ah, filha, mas eu acho que não vai dar pra você não...
- Cumassim???
- É que vi umas fotos suas no Multiply e você tá com um b... retado (prefiro não reproduzir a palavra que ela usou, basta entender que ela disse que estou gorda).
- o_o
islashado por Julie #
2/21/2005 06:12:00 PM
Anotem a receita pra voltar do Brasil com mala vazia: leve somente uma mala com roupas para dar/deixar por lá. Na volta, pegue sua mala (que está praticamente vazia pois você deixou praticamente tudo) e mais a mala que sua irmã quando esteve na sua casa pegou emprestada. Equação: voce foi com uma + voltou com duas = haja espaço! Junte a isso o fato de saber que em agosto vai estar por lá novamente e voilà. Se você tiver grande experiêcia em arrumação de malas (know-how adquirido em anos e anos de viagens) vai ajudar muito.
islashado por Julie #
2/21/2005 05:11:00 PM
February 18, 2005
Cris, minha querida amiga, voltou anteontem do Brasil e ainda no caminho Roma-Napoli telefonou:
- Ainda bem que você voltou, Cris! Poxa, minha mãe disse que você acabou vindo com a mala vazia. Dava pra ter "encomendado" um monte de coisas.
- Pois num é? Pensa que coloquei a mala de mão dentro de uma das malas, tanto que tava vazia. Mas pensei em você e comprei umas coisas no supermercado. Comprei farinha, guaraná, leite em pó... Ah, e carne de feijoada!
- Oba! Feijoada party!
- É, mas não garanto pelas carnes porque quem comprou não saca de carne de feijoada.
- Oxe, e qual o problema? Como for tá bom.
- Ah, e vai ser feijoada de feijão preto.
- O que vier nóis traça. (mas pensando: feijão preto??? why??)
Tá vendo, Allan, esse feijão preto me persegue. Deve ser castigo porque falei mal dele semana passada. Mas baiana que está "a seco" há tanto tempo come feijoada seja ela como for lambendo os beiços.
Nota: Cris é a minha ex-vizinha de casa no Brasil, amigona de mami, me fez conhecer maridinho e hoje é praticamente minha vizinha (poucos quilômetros nos separam). Sim, sim, aquela mesma que me abandona todos os invernos para passar 6 meses em terras tupiniquins mas que esse ano, para minha felicidade, ficou apenas um mês.
- Ainda bem que você voltou, Cris! Poxa, minha mãe disse que você acabou vindo com a mala vazia. Dava pra ter "encomendado" um monte de coisas.
- Pois num é? Pensa que coloquei a mala de mão dentro de uma das malas, tanto que tava vazia. Mas pensei em você e comprei umas coisas no supermercado. Comprei farinha, guaraná, leite em pó... Ah, e carne de feijoada!
- Oba! Feijoada party!
- É, mas não garanto pelas carnes porque quem comprou não saca de carne de feijoada.
- Oxe, e qual o problema? Como for tá bom.
- Ah, e vai ser feijoada de feijão preto.
- O que vier nóis traça. (mas pensando: feijão preto??? why??)
Tá vendo, Allan, esse feijão preto me persegue. Deve ser castigo porque falei mal dele semana passada. Mas baiana que está "a seco" há tanto tempo come feijoada seja ela como for lambendo os beiços.
Nota: Cris é a minha ex-vizinha de casa no Brasil, amigona de mami, me fez conhecer maridinho e hoje é praticamente minha vizinha (poucos quilômetros nos separam). Sim, sim, aquela mesma que me abandona todos os invernos para passar 6 meses em terras tupiniquins mas que esse ano, para minha felicidade, ficou apenas um mês.
islashado por Julie #
2/18/2005 06:54:00 PM
A Karenin perguntou e eu respondo. Devia ter explicado antes mas como já falei diversas outras vezes nem me toquei em dizer o que era. Onomastico é o dia em que se celebra a festa da santa ou do santo do próprio nome. Eu digo que é o dia do nome e pronto. Alguns santos tem mais de um dia - tipo Giuliana (tem Giuliana di Nicomedia, Giuliana Falconieri, e mais umas duas), cada uma com um dia diferente. Como é que as pessoas aqui fazem para saber qual é o dia do próprio onomastico quando tem mais de um santo com o mesmo nome não me perguntem. Posso dizer como eu fiz. Já falei aqui da minha renomada boa memória? E já contei que com datas e números ela é ainda mais prodigiosa? Quando decidi descobrir o dia do meu onomastico (eu também sou filha de Deus, tenho direito a duas comemorações e, possivelmente, presentes) abri o meu adorado Google e procurei as Giulianas. Entre tantas, tinha uma dia 16 de fevereiro. O aniversário de maridinho é dia 16 de janeiro, basta lembrar que meu onomastico é um mês depois, pensei. Perfeito, como posso esquecer? A prova dei a mim mesma esse ano. Tudo é possível para uma cabeça como a minha.
A Nani disse que no Chile esse dia é tão ou mais comemorado que o dia do aniversário da pessoa. Aqui (pelo menos onde moro) também é assim, tem gente que nem festeja o aniversário porque festeja o onomastico (tem quem, inteligentemente, festeja os dois mesmo).
A Nani disse que no Chile esse dia é tão ou mais comemorado que o dia do aniversário da pessoa. Aqui (pelo menos onde moro) também é assim, tem gente que nem festeja o aniversário porque festeja o onomastico (tem quem, inteligentemente, festeja os dois mesmo).
islashado por Julie #
2/18/2005 04:28:00 PM
February 16, 2005
Hoje foi o meu onomastico e vocês acreditam que ninguém lembrou, nem eu?! Ok, Cami lembrou, mas só na hora do almoço. Liguei para mami para que ela me desejasse parabéns mas ela passou o dia fora de casa. Presentinho pro onomastico do genro ela manda... Mandei uma mensagem para maridinho me finjindo ofendida pelo "esquecimento" e pedindo uns livrinhos para perdoá-lo e ele ligou gargalhando.
- Desde quando você festeja o seu onomastico?
- Uai, desde o dia que descobri o dia da santa com o meu nome.
- Mas a santa é Giuliana e não Juliana. Não é a mesma coisa.
- E daí? É a mesma coisa sim senhor. E trata de trazer um dos dois livros que mandei na mensagem, viu?
Pois ele chegou em casa de mãos vazias. Disse que não encontrou nenhum dos dois livros. É uma tristeza quando ninguém lhe leva a sério. Mas pior mesmo é quando ninguém lembra de você, nem mesmo você.
- Desde quando você festeja o seu onomastico?
- Uai, desde o dia que descobri o dia da santa com o meu nome.
- Mas a santa é Giuliana e não Juliana. Não é a mesma coisa.
- E daí? É a mesma coisa sim senhor. E trata de trazer um dos dois livros que mandei na mensagem, viu?
Pois ele chegou em casa de mãos vazias. Disse que não encontrou nenhum dos dois livros. É uma tristeza quando ninguém lhe leva a sério. Mas pior mesmo é quando ninguém lembra de você, nem mesmo você.
islashado por Julie #
2/16/2005 10:39:00 PM
February 15, 2005
Sabe aqueles dias em que a melhor coisa que você poderia ter feito era ficar em casa sob as cobertas? Hoje foi um dia daqueles. E eu deveria ter percebido quando acordei mais cedo do que o normal e não sei por qual razão quase saí atrasada de casa (aliás, eu sei, a "razão" se chama Giuseppe, tem 4 anos e um geniozinho danado). Era um sinal evidente demais começar o dia brigando com um pirralho daquele, deveria ter ficado mesmo em casa. Mas não, o dever me chamava e lá fui eu pegar meu trem para Nápoles. Quando desci na estação uma senhora (santa senhora) veio atrás de mim dizer que eu tinha deixado cair meu (adorado, salve, salve) chapéu. Por sorte, uma outra muito gentil estava me esperando na porta do trem com meu chapéu-querido na mão. Detalhe: ela não sabia que dentro estavam minhas luvas (fuleirinhas) e uma delas caiu no trilho. Ainda bem que foi a luva porque o chapéu (comprado como brinde de uma revista) é o único que eu gosto, teria sido uma grande perda. E vamos que vamos pegar o ônibus até o escritório. Descendo do ônibus descubro que a sola do meu sapato (preferido) descolou. Dá pra ser azarada assim? Uma missão chegar ao escritório com a sola do sapato descolada... E ainda tive que aturar neguinho pertubando porque eu coloquei durex no sapato. Mas se não tinha cola!
islashado por Julie #
2/15/2005 07:34:00 PM
February 10, 2005
Acabei de ler Delitto e castigo alguns dias atrás, não escrevi antes por motivos alheios à minha vontade. Tinha prometido não ler nenhum comentário do Fórum até terminar de ler e consegui cumprir a promessa apesar da minha renomada curiosidade. Só ontem dei uma lida no que escreveram por lá, tanta coisa interessante.
O livro tem umas partes beeeeem legais mas no todo não me entusiasmou. A leitura foi arrastada, quase obrigada. Talvez por ser meu primeiro russo, talvez porque era em italiano (estou sem um pingo de saco para esta língua), talvez porque a espectativa era enorme, talvez porque não era mesmo o momento dele (o livro), talvez porque achei Raskol'nikov (personagem "principal") muuuiiiito chato, talvez, talvez, talvez. Mas coloquei na minha lista "reler daqui há alguns anos".
A descrição da cena da morte da velha usurária é impagável. Assim como algumas outras passagens onde me senti ali, dentro, com dificuldade a respirar, nervosa, ansiosa. Se é isso que faz um livro ser bom então ele é (mas juro que em algumas outras partes dava vontade de pular algumas páginas).
Descobri em mim um aspecto desconhecido, que ainda tenho que analisar. Além de ter ficado eletrizada na cena da morte, meus personagens preferidos são, sem sombras de dúvidas, Marmeladov e Svidrigajlov. Marmeladov eu bem entendo o porquê mas ainda tenho que entender a atração que senti por Svidrigajlov. Fiquei na torcida por Svidrig, com dificuldade aceitei que ele era mesmo mau (por um bom tempo esperei que não fosse, ou será que a atração era exatamente por esse lado "cafajeste" dele?) e detestei o que aconteceu com ele no fim, chegando a pouco me importar com o que acontecia com Raskol'nikov.
Se valeu a pena ler "Crime e castigo"? Valeu sim. A melhor coisa que li a respeito foi:
"É um crime não ler Crime e Castigo. Lê-lo é um castigo!" (copiado daqui)
Alguns trechos:
"- E io sapevo che non stavate dormendo, ma che lo davate solo a vedere. Permettete che mi presenti: Arkadij Ivanovic Svidrigajlov." pag. 344
"- Qui sta il punto: sono un brutto, o sono io stesso una vittima? E che sarebbe se fossi davvero una vittima? Forse, mentre proponevo all'oggetto del mio desiderio di fuggire con me in America o in Svizzera, io alimentavo in me i sentimenti più reverenti, e pensavo anche di costruire una nostra reciproca felicità! La ragione è schiava della passione; io forse ho rovinato più d'ogni altro me stesso, convenitene!
- Ma il punto non è assolutamente questo, voi siete semplicemente ripugnante..." pag. 346
(diálogo entre Svidrigajlov e Raskol'nikov)
"La questione quindi era: è la malattia che genera il delitto o è il delitto, per una sua natura particolare, che sempre s'accompagna a quella specie di malattia?" pag. 91
"...che ne pensi, un minuscolo delittuccio non è forse riparato da miglia di buone azioni? Per una vita, miglia di vite, salvate dalla putrefazione e dalla corruzione. Una sola morte, e cento vite in cambio: è aritmetica, questa!..." pag. 84
Clube de leituras:
- Fórum do clube de leituras
- Blogs partecipantes
- Liberal Libertário Libertino
islashado por Julie #
2/10/2005 07:45:00 PM
February 01, 2005
A saudade dói mas ficam todas as boas lembranças. Nos vemos nos meus sonhos pra continuar "pulando onda", com você com o mesmo sorrisão gostoso destas fotos de mais de 20 anos atrás. Porque assim quero lembrar pra sempre. Te amo.
Publicado dia 9 de fevereiro de 2005.
islashado por Julie #
2/01/2005 06:31:00 PM


